Aspectos da azulejaria de fachada serão debatidos na Galeria Trapiche


seminário com Paulo César (3)

Palestra com o professor Paulo César Carvalho acontece nesta quarta (16), às 19h, na Galeria Trapiche Santo Ângelo.

Azulejaria de Fachada é o tema da palestra que será ministrada pelo professor e especialista em azulejaria, Paulo César Alves de Carvalho, nesta quarta (16), às 19h, no salão da Galeria Trapiche Santo Ângelo (Praia Grande). A palestra faz parte de uma série de atividade promovidas pela Prefeitura de São Luís, por meio da Fundação Municipal de Cultura.

Serão discutidos aspectos históricos e estéticos do uso de azulejos em fachadas e prédios de São Luís e de como a azulejaria ainda permanece como um recurso arquitetônico. A capital maranhense, reconhecida mundialmente como patrimônio cultural, especialmente, pelo conjunto arquitetônico com fachadas e azulejarias portuguesas do Século 19, ainda mantém o uso da azulejaria como recurso estético e funcional.

Segundo o pesquisador, o hábito da azulejaria em fachadas começou no Brasil, quando da vinda dos portugueses para cá. Os brasileiros emergentes usavam azulejo de banheiro e cozinha para revestir espaços inteiros das fachadas. Hábito que se repete hoje na periferia.

“O que a gente observa é que tem se tornado cada vez mais econômico o uso de pequenos azulejos em formato de pastilhas. Para os mais ricos ficou cafona, mas para os mais pobres tornou-se um objeto funcional e esteticamente interessante”, explicou Paulo César.

A palestra dá continuidade ao tema da azulejaria já discutida pelo pesquisador no dia 03 de abril, quando tratou da gênese da azulejaria maranhense.

Sobre o palestrante – Paulo César é professor do Departamento de Artes da Universidade Federal do Maranhão, licenciado em Educação Artística e Plástica pela UFMA (1985), especialista em História do Maranhão (2004), com pesquisas na área de Conservação e Restauração de Azulejos, tendo participado da Criação do Museu do Azulejo no Maranhão para a Universidade Federal do Maranhão em 2003.

Prefeitura debate políticas culturais em seminário interno


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Evento acontecerá nesta sexta (11), pela manhã e à tarde, no Grand São Luís Hotel.

Nesta sexta-feira (11), a Prefeitura de São Luís, por meio da Fundação Municipal de Cultura (Func), promoverá o II Seminário de Políticas Culturais direcionado para os conselheiros municipais e servidores da Func. O evento será realizado no Grand São Luís Hotel, durante todo o dia.

Na reunião, serão deliberadas algumas propostas de alteração da Lei do Conselho Municipal da Cultura (COMCULT), a revisão da Lei de Incentivo à Cultura (Lei 3.700/1998), a lei que trata da criação do Sistema Municipal de Cultura e também serão apresentadas as propostas de alterações de minutas de lei que compõem o Plano Municipal de Cultura (PMC), discutidas no I Seminário realizado no dia 24 de março deste ano.

“A reunião tem como objetivo organizar todos os instrumentos legais para que possamos implantar o Plano Municipal de Cultura. É um processo que requer a discussão com representantes da sociedade civil (Conselho Municipal de Cultura) e também com os técnicos da Fundação, para que todos possam saber como funcionará a execução do Plano”, explicou Elizandra Rocha, coordenadora da Comissão de Políticas Culturais da Func.

Pautas de discussão
Em relação à Lei do COMCULT, a principal discussão será em torno da reformulação da representatividade do Conselho Municipal. No texto da Lei Orgânica do Município, o Conselho tem entre suas atribuições o caráter “consultivo, normativo e deliberativo”. O que está sendo sugerido também é a inclusão da função “deliberativa” no texto da Lei Conselho, que, atualmente, tem o caráter “propositivo, opinativo, fiscalizador e consultivo”, além de atender à necessidade de torná-lo mais diverso, com representantes das mais diversas áreas da cultura.

Já em relação à Lei de Incentivo à Cultura a proposta é revisar o que diz respeito à dedução dos impostos fiscais. “A lei, da maneira como está organizada atualmente, fere a Lei de Responsabilidade Fiscal quando coloca a dedução direta do IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano). Na proposição que vamos apresentar a dedução ficará somente vinculada ao Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN)”, disse Elizandra. A lei está paralisada há 13 anos.

As deliberações apresentadas durante o seminário de sexta terão um novo desdobramento no dia 09 de maio, quando serão discutidos especificamente a Lei de Incentivo à Cultura e a Lei do Fundo Municipal de Cultura.

Estudantes da rede municipal de ensino aprendem através do teatro


foto maria aragaoFoto: Paula Rodrigues

“Aprendi que nunca devo desistir dos meus sonhos. Ela foi uma mulher batalhadora, guerreira e que sempre lutou apesar das dificuldades”, disse a aluna Daniele Nogueira, após assistir à biografia cênica de Maria Aragão apresentada nesta terça-feira (8) no Teatro Municipal aos alunos da rede municipal de ensino. Até o final da semana, a Prefeitura de São Luís levará mais de 600 adolescentes do 6º ao 9º anos ao teatro para assistir “A Besta Fera”, peça teatral quatro vezes premiada e exibida no Rio de Janeiro, Brasília, Florianópolis e em Cuba.

“O monólogo apresentado pela atriz Maria Ethel ganhou ainda mais vida porque a atriz conviveu com Maria Aragão, na década de 80. “Eu me juntei com Maria Aragão porque, assim como ela, sempre acreditei em um país melhor. Nós não vamos esquecê-la jamais”, disse a atriz, que conviveu com a médica maranhense e hoje a representa na peça.

A parceria entre a Fundação Municipal de Cultura (FUNC), Secretaria Municipal de Educação (Semed), Universidade Federal do Maranhão e Xama Teatro é uma iniciativa bem vista pelos gestores, coordenadores e professores da rede municipal. “Muitos alunos não conheciam a história de Maria Aragão. O que tivemos aqui foi uma verdadeira aula de história, sendo contada de maneira real e viva. Enaltecer os personagens que marcaram a nossa cidade, o nosso estado é um grande legado que deixamos aos alunos”, afirmou a gestora Soraya Pinheiro, da U.E.B. Luís Viana.

O espetáculo também faz alusão aos 50 anos do fim do golpe militar, contando a história de uma personagem que foi presa e torturada durante o regime. “Relembrar personalidades da nossa história que são muitas vezes esquecidas e apagadas é o nosso papel. Queremos que a figura de Maria Aragão esteja sempre viva em nossas memórias e nas memórias dos que ainda virão. Essa é uma forma de eternizá-la”, disse Gisele Vasconcelos, diretora do espetáculo.

O Memorial Maria Aragão também receberá apresentações do espetáculo. Na quinta-feira (10), o monólogo será encenado às 10h, também com a presença de alunos da rede municipal de ensino. E na sexta-feira (11), em dois horários: às 15h e 19h. No espaço, os alunos e visitantes também poderão conferir uma exposição que resgata a trajetória de vida e militância da médica maranhense.

Peça Besta Fera volta aos palcos de São Luís nesta semana


IMG_7979Espetáculo sobre a vida de Maria Aragão será apresentado no Teatro da Cidade, dias 08 e 09, e no Memorial Maria Aragão, dias 10 e 11, para alunos da rede municipal.

Durante o mês de março, a Fundação Municipal de Cultura (Func) organizou atividades em memória da luta contra os 50 anos do Golpe de 1964. A memória de Maria Aragão foi revisitada como uma das principais personalidades que lutaram no Maranhão contra a ditadura militar. De amanhã (08) até sexta-feira (11), a peça A Besta Fera, do Grupo Xama Teatro, será reapresentada nos palcos do Teatro da Cidade e do Memorial Maria Aragão, respectivamente, para um público especial: alunos da rede pública municipal de ensino.

As apresentações integram o projeto Maria Sempre Viva e os 50 anos do Golpe, que visa promover debates e reflexões sobre os 50 anos do golpe civil-militar, a partir da memória da líder comunista Maria Aragão, divulgar o Memorial Maria Aragão e despertar nos jovens o interesse pelo reconhecimento da memória e história nacional.

A peça conta a história da maranhense Maria José Camargo Aragão (1910-1991), conhecida Maria Aragão, em sua história de pobreza extrema na busca da superação da fome, do preconceito e da agressão. Na perseguição do sonho de libertar a humanidade, através da conquista de profissão, a medicina, Maria Aragão, entrega-se apaixonadamente, às causas sociais, lutando por uma sociedade justa e igualitária.

No texto, depoimentos retirados do livro “Maria, uma história de paixão” e também do diário de prisão da militante que pode ser visto em exposição no Memorial Maria Aragão. Entre relatos, canções (como “Pedaço de mim”, de Chico Buarque, e “Gracias a La Vida”, de Violeta Parra), a atriz Maria Ethel interpreta com grande força dramatúrgica a figura da médica.

O espetáculo estreou nos palcos em 2008, com após ter ganhado o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz de 2007. Em fevereiro deste ano, o espetáculo participou do II Festival de Monólogos Latinoamericanos em Cuba.

O projeto Maria Sempre Viva e os 50 anos do Golpe é uma realização do Grupo Xama Teatro em parceria com a Universidade Federal do Maranhão e patrocínio da Fundação Municipal de Cultura.

 

Biblioteca Municipal José Sarney promove programação no mês da Literatura Infantil


Atividades acontecerão durante todo o mês de abril, pela manhã e à tarde, com visitas de escolas, contação de histórias, exposição e lançamento de livro.

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O mês de abril traz consigo duas datas importantes para a literatura infantil. No dia 02 comemora-se o dia internacional e no dia 18 o dia nacional. Dois escritores de renome serão homenageados em programação organizada pela Biblioteca Municipal José Sarney durante o mês de março: Monteiro Lobato e Hans Christian Andersen. A abertura acontece nesta quarta (02) e vai até o dia 30 do mês, com atividades pela manhã e à tarde. A Biblioteca, equipamento cultural mantido pela Prefeitura de São Luís, fica localizada na Rua do Correio, s/n, no Bairro de Fátima.

Na programação estão incluídas atividades de contação de histórias, jogos culturais, oficinas de criatividade, mediação de leitura e distribuição de livros infantis. No espaço da Biblioteca Municipal foi organizada uma exposição com mais de 15 livros dos autores homenageados, com clássicos da literatura infantil, como Reinações de Narizinho(1931), O Patinho Feio (1843) e Soldadinho de Chumbo (1838), entre outros.

Segundo Rita Oliveira, coordenadora da Biblioteca, além de homenagear dois importantes autores da literatura infantil no Brasil e no Mundo, a proposta da programação é também possibilitar o acesso aos livros em espaços fora da Biblioteca. “Durante todo o mês de abril vamos ter atividades dentro e fora da Biblioteca. Teremos atividades em algumas escolas públicas municipais, escolas comunitárias, creches e o Hospital da Criança. No dia 15, teremos a presença da Companhia Tapete que fará contações de histórias teatralizadas e encerraremos a programação no dia 30, na Praça do Viva Bairro de Fátima, com várias atividades para as crianças”, disse.

Seis escolas e duas creches estão agendadas na programação, com visitas diárias. Na Biblioteca, as crianças serão recebidas pela Emília e o Visconde de Sabugosa (personagens da obra Reinações de Narizinho, escrita por Monteiro Lobato). Todo o espaço foi decorado com personagens para estimular a experiência lúdica e a curiosidade das crianças em saber de quais livros as figuras fazem parte.

Lançamento de livro

No dia 30 de abril, encerramento da programação, a equipe da Biblioteca fará uma grande ação na praça do Viva Bairro de Fátima, com a participação de palhaços, contação de história com a Companhia Tapete e alunos da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Na ocasião, os autores Márcio Henrique de Jesus Almeida e Francimeire Cavalcanti de Sousa farão o relançamento de “O Livro e o Cometa”, obra infanto-juvenil que conta a história de um cometa que viaja todas as galáxias para encontrar o Livro, um “ser tão bem falado em todo o universo pelo seu potencial transformador”.

Sobre a data - O Dia Nacional do Livro Infantil foi criado em homenagem a Monteiro Lobato, nascido no dia 18 de abril de 1882. A literatura infantil surgiu no século XVII no intuito de educar as crianças moralmente. Em homenagem ao escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, foi criado o dia internacional do livro infantil, comemorado na data de seu nascimento, 02 de abril; em virtude das inúmeras histórias criadas por ele. A data é conhecida e comemorada mundialmente, em mais de sessenta países, como forma de incentivar e despertar nas crianças o gosto pela leitura.

Autores homenageados

Monteiro Lobato – José Bento Renato Monteiro Lobato nasceu no ano de 1882 e faleceu em 1948. Nascido em São Paulo, é um dos escritores mais populares do Brasil. Foi o criador da literatura infantil no país e a sua produção, nesse gênero, é uma das mais lidas e populares. Suas obras têm sido traduzidas para quase todas as línguas. Principais obras: Urupês, Cidades Mortas, Zé Brasil, O Presidente Negro, Negrinha, A Menina do Narizinho Arrebitado, Reinações de Narizinho, O Marquês de Rabicó, Jeca Tatuzinho, A Caçada da Onça, O Museu da Emília, O Saci Pererê: O Resultado de Um Inquérito, As Aventuras do Príncipe. O Sítio do Pica-pau Amarelo foi transformado na década de 1970 em uma série infantil de TV, de muito sucesso até hoje.

Hans Christian Andersen – O escritor dinarmaquês nasceu pobre em 1805. Apesar de ter escrito romances adultos, livros de poesia e relatos de viagens, foram os contos infantis que tornaram Hans Christian Andersen famoso. Até então, eram raros livros voltados especificamente para crianças. Dentre as mais conhecidas mundialmente estão “O Patinho Feio”, “O Soldadinho de Chumbo”, “A Pequena Sereia” e “As Roupas Novas do Imperador”. São textos que fazem parte do imaginário da maioria das crianças do mundo desde sua publicação até a atualidade, tendo sido adaptados para o cinema, o teatro, a televisão e o desenho animado. Além disso, o mais importante prêmio internacional do gênero leva seu nome.

Acesse a programação completa: Programação_Abril_Mês_do_Livro

Ato-Show Filhos da Liberdade rememora os 50 anos de luta pela democracia no Maranhão


Evento fez resgate histórico do período a partir de relatos de quem lutou contra a ditadura militar.

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A noite foi de emoção e homenagens, mesmo para um público tímido devido à paralisação de ônibus ocorrida na cidade. O Memorial Maria Aragão tornou-se um colo materno de vários filhos e filhas da liberdade. Todos reconhecidos ali na luta pela democracia brasileira, em revisão histórica pela data de 31 de março de 1964, o ano do golpe civil-militar no país. O Ato-Show Filhos da Liberdade, evento da Prefeitura de São Luís em parceria com a Sociedade Maranhense dos Direitos Humanos (SMDH), reuniu, na noite desta segunda (31), artistas, militantes e convidados para não deixar cair no esquecimento um tempo de violência e repressão.

Na abertura, o presidente da Fundação Municipal de Cultura, Francisco Gonçalves, destacou que a noite seria de homenagens em memória dos que deram a vida na luta pela liberdade, e que só se pode construir um futuro com base na memória. Ao falar de Dom Xavier e do camponês Manoel da Conceição, ele lembrou – sobretudo aos mais jovens que não vivenciaram o período – que a luta não tinha acabado porque a democracia ainda mantém resquícios. “A democracia fez uma promessa que não cumpriu. Vivemos num Estado, por exemplo, que o mesmo grupo hegemônico que até hoje se mantém foi o mesmo que teve o apoio da ditadura”, ressaltou.

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Em seguida, Dom Xavier Gilles foi convidado para dar seu relato de vida. Ao lembrar sua trajetória, desde a chegada ao Maranhão, passando pela experiência da prisão, em 1971, e o trabalho com lavradores e ribeirinhos maranhenses na luta por reforma agrária, ele afirmou que a luta pela democracia uniu pessoas de diferentes credos e ideologias.

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Após cada relato dos personagens da história de luta contra a ditadura no Maranhão, vídeos e imagens do acervo do cineasta Murilo Santos iam contextualizando alguns momentos marcantes daquele período. Imagens inéditas da chegada do camponês Manoel da Conceição e do jornalista Neiva Moreira sendo recebidos no aeroporto após a concessão da anistia no começo dos anos 80. Cenas da tentativa de realização do I Salão de Humor de São Luís, com a presença do cartunista Henfil, e que fora censurado no dia seguinte de lançamento ao evento. Homenagens à Maria Aragão e tantas outras “marias”.

O deputado estadual Bira do Pindaré destacou a atuação da Comissão da Verdade no Maranhão. O presidente da SMDH, Zema Ribeiro, ressaltou que casos de tortura ainda existem e que muito do que se combatia no período da ditadura ainda permanece. O fundador da SMDH, da Comissão Pastoral da Terra e de várias outras entidades, Eurico Fernandes, lembrou de outras importantes figuras, como José do Patrocínio, e disse que várias comunidades indígenas também foram vítimas da ditadura.

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Show Filhos da Liberdade – No mesmo palco, as vozes de Flavia Bittencourt, Cesar Teixeira, Rosa Reis, Josias Sobrinho e Lena Machado se juntaram para cantar Disparada (música de Geraldo Vandré e Theo de Barros, vencedora do 2º Festival de Música Popular Brasileira, em 1966). O repertório do show pontuava canções engajadas e representativas do contexto histórico do período da ditadura no Brasil e no Maranhão. Canções como Viola Enluarada (Marcos Vale e Paulo Sérgio Vale), interpretada pela cantora Flavia Bittencourt, Carcará (João do Vale), que ganhou releitura na voz de Rosa Reis, e A Voz do Povo (João do Vale), que teve a assinatura da voz de Lena Machado.

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Não faltaram também as canções que se tornaram hino e bandeira de luta em todos os protestos que acontecem em São Luís, comoOração Latina (Cesar Teixeira), e outras canções de protesto, como Pra não dizer que não falei de flores (Geraldo Vandré).

O Ato-Show foi uma atividade promovida pelo Memorial Maria Aragão e pela Sociedade Maranhense dos Direitos Humanos em memória aos 50 anos de luta contra o Golpe de 1964.

Galeria Trapiche oferece oficina de animação de silhuetas


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Inscrições estão abertas até segunda (31), na Galeria Trapiche, com vagas limitadas.

Papel, luz, ação! Estão abertas as inscrições para o Curso Básico de Animação Stop Motion com Silhuetas, na Galeria Trapiche Santo Ângelo. As aulas acontecerão no período de 31 de março a 04 de abril, com o cineasta paranaense Edemar Miqueta e o fotógrafo paulista Evandro Martin. O curso, que terá duas turmas (das 14h às 18h e das19h às 22h), com carga horária de 20h. Ao todo estão sendo oferecidas vinte vagas pela tarde e vinte à noite, a uma taxa de R$ 100. Os participantes receberão certificados de conclusão.

Em vez da câmera na mão, a proposta da oficina é produzir um filme sem muitos recursos tecnológicos e bastante criatividade. “A oficina é bem prática, sem fundamentos teóricos, direcionada mesmo para o uso da técnica Stop Motion, usando papel e uma mesa de luz, basicamente. Não precisa ter conhecimento prévio de cinema. É uma oficina pra qualquer pessoa de qualquer idade”, disse Edemar.

A proposta é baseada na técnica de Lotte Reininger, surgida na década de 20, na Alemanha, que utiliza a técnica de Stop Motion, com recorte de papel cartão com utilização de processo de animação tradicional, com uso de mesa de luz e fotografia. Durante a oficina os participantes vão produzir um filme que será exibido ao final do curso.

“O curso é bem dinâmico e acaba servindo como estímulo para quem tem interesse e gosto pelo cinema. A proposta é que os participantes exercitem a prática cinematográfica com recurso bem simples”, ressaltou Edemar.

No primeiro semestre de 2013 a oficina gerou bons frutos. O filme “Fora da Caixa”, produzido pelos participantes, foi selecionado para a 17ª Mostra de Cinema de Tiradentes (MG). Voltado para o público infantil, o filme conta a história de uma menina – personagem sem nome – que dentro de uma caixa de papelão solta sua imaginação e cria um mundo de fantasias.

Sobre os profissionais 

Edemar Miqueta – possui graduação em Sistemas de Informação pela Universidade Estadual de Ponta Grossa – UEPG e é Pós Graduando em Cinema pela Faculdade de Artes do Paraná – Fap/Unespar , além de Graduando em Cinema da Faculdade de Artes do Paraná – FAP /Unespar. A sua filmografia inclui, dentre outros trabalhos, Direção de fotografia no Vídeo Clipe Prelúdio da Loira (2008), Espaço de Arte Projeto Objeto; Direção Curta Digital Palavra Única: mudança (2011), da Sync Produtora Audiovisual, São Luís do Maranhão – MA; Direção do Documentário Hula-la kd o Fofão (em andamento), SYNC Produtora Audiovisual, São Luís do Maranhão – MA; Direção do Documentário São Luís: Uma Toada diferente (em produção), São Luís do Maranhão – MA – Sync Produtora Audiovisual.

Evandro Nascimento Martin – é fotógrafo jornalístico e documental, com atuação na área de direção de fotografia. Dentre outros trabalhos realizados, destacam-se Direção de fotografia, Curta metragem, Vide Bula, 2010, Espaço de Arte Projeto Objeto, Direção de fotografia, Vídeo Clipe, Lucas Feron, violonista clássico, 2010, SYNC Produtora audiovisual, Direção de fotografia, Curta metragem, Palavra Única – Mudança, 2011, SYNC Produtora audiovisual, Produtora audiovisual (em andamento), Exposição fotográfica na Semana dos museus de São Luís – MA, de 09/05 a 20/05/2011 – SYNC Produtora Audiovisual, Exposição Fotográfica – Tambores da Ilha – Pinhais/PR de 31 de agosto a 30 de setembro de 2011 – Centro Cultural de Pinhais/PR – SYNC Produtora Audiovisual.

Serviço: Oficina de “Cinema de Animação de Silhuetas”, com Edemar Miqueta (cineasta) e Evandro Martin (fotógrafo).

Quando: 31 de março a 4 de abril de 2014.

Horário: Tarde (14 às 18h) e noite (19 às 22h).

Inscrições: Galeria Trapiche Santo Ângelo (Av. Vitorino Freire, s/nº – Praia Grande).

Fone de contato: 88245662.

Valor do investimento: R$ 100,00.

Ato-Show Filhos da Liberdade vai celebrar a memória dos 50 anos de luta pela democracia


Evento acontecerá nesta segunda (31), na Praça Maria Aragão, a partir das 19h, com a presença de artistas e depoimentos de pessoas que lutaram contra o regime militar.

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Em São Luís, o espaço da Praça Maria Aragão representa um lugar de memória e local privilegiado de diversas manifestações e protestos. Ali está instalado o Memorial Maria Aragão que, em sua arquitetura elaborada por Oscar Niemeyer, projetou as linhas de uma pomba (em vista aérea), símbolo da paz. Nesta segunda-feira, 31 de março, data em que se rememora os 50 anos do Golpe de 1964, o Memorial, equipamento da Prefeitura de São Luís, e a Sociedade Maranhense dos Direitos Humanos (SMDH) promoverão um grande ato-show para celebrar a memória daqueles que lutaram a favor da democracia e liberdade no país.

O ato pretende reunir as principais personalidades que lutaram no Maranhão contra o regime opressor da ditadura brasileira, com a participação de representantes do Comitê de Anistia, do Comitê das Diretas Já e do Comitê Constituinte Livre e Soberana e show com músicas emblemáticas do período, que ganharão a interpretação dos artistas Cesar Teixeira, Josias Sobrinho, Joãozinho Ribeiro, Flávia Bittencourt, Rosa Reis e Lena Machado.

Segundo o presidente da Fundação Municipal de Cultura, Francisco Gonçalves, o evento tem o caráter de atualização da memória da luta pela democracia. “O Golpe de 1964 provocou uma mudança nas estruturas sociais e políticas brasileiras com consequências específicas no Maranhão. A realização do ato no espaço do Memorial Maria Aragão tem também a força simbólica de lembrar que a memória dessa luta e resistência não está só no passado histórico e que ainda permanece em constante atualização”, explicou.

Depoimentos - Durante o ato, haverá o relato de personalidades públicas que foram vítimas da ditadura. Nomes como o do camponês Manoel da Conceição, preso e exilado nos anos 1970 pela luta a favor da reforma agrária, e do sacerdote francês Dom Xavier Gilles, preso em 1971 sob acusação de práticas comunistas e também pela luta na Pastoral da Terra, além de representantes do movimento estudantil, da Comissão da Verdade, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), do Comitê de Anistia, do Comitê das Diretas Já e do Comitê da Constituinte Livre e Soberana.

Imagens e vídeos de época, produzido pelo cineasta Murilo Santos, serão exibidas para contextualizar os relatos com a memória histórica de quem vivenciou o período. Após os depoimentos, um show com canções de protesto e músicas que fazem parte do imaginário dos que levantam bandeiras de lutas a favor das liberdades e da democracia.

unnamed (4)Show - Filhos da Liberdade é o nome do show que reunirá os artistas Cesar Teixeira, Flavia Bittencourt, Josias Sobrinho, Lena Machado, Joãozinho Ribeiro e Rosa Reis. No repertório, canções nacionalmente conhecidas como “engajadas” pelos festivais de música popular: Disparada (Geraldo Vandré e Theo de Barros), Cálice (Gilberto Gil e Chico Buarque), Viola Enluarada (Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle), Pra não dizer que não falei de flores (Geraldo Vandré), e também canções que aqui no Maranhão representam o mesmo engajamento político, como Carcará (João do Vale), Engenho de Flores (Josias Sobrinho), Milhões de Uns (Joãozinho Ribeiro), Oração Latina (Cesar Teixeira), entre outras.

O show tem a direção musical de Cesar Teixeira e contará com os músicos Flemming Bastos (bateria), Jair Torres (guitarra), Rui Mário (teclados e sanfona), Leandro (percussão) e Carlos Raqueth (baixo).

Serviço: Ato-show Filhos da Liberdade

Local: Praça Maria Aragão

Data: 31 de março

Horário: 19h

Os efeitos no Maranhão do Golpe de 1964 serão debatidos em mesa-redonda


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Dando continuidade à programação da Prefeitura de São Luís em memória aos 50 anos de luta contra o Golpe Militar, a Fundação Municipal de Cultura (Func) promoverá nesta quinta-feira (27), às 19h, no Auditório do Memorial Maria Aragão, a mesa-redonda com o tema “O Maranhão e o Golpe de 1964”. O objetivo é promover a reflexão histórica e política sobre os efeitos do Golpe no Maranhão e seus desdobramentos nas estruturas sociopolíticas do Estado.

Segundo o presidente da Func, Francisco Gonçalves, o debate servirá para atualizar as novas gerações sobre a relação entre memória e democracia. “A consciência de uma cultura da democracia passa pelo resgate da memória e história política. O golpe militar provocou efeitos diretos na estrutura política tal qual a concebemos atualmente. A luta pela liberdade e garantia dos direitos civis não deve ser compreendida apenas como parte de um contexto histórico. Compreender esse contexto e refletir sobre seus desdobramentos é o que pretendemos com o debate”, afirmou.

A mesa-redonda terá como convidados o professor Wagner Cabral (Departamento de História da UFMA), a professora Arleth Borges (Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UFMA) e o jornalista Benedito Buzar (Presidente da Academia Maranhense de Letras).

Arleth Santos Borges é doutora em Ciência Política e professora de Sociologia e Antropologia na UFMA. Seus últimos trabalhos têm focado na questão dos Direitos Humanos e, recentemente, ela reuniu uma equipe de estudos sobre o período da ditadura militar no Maranhão.

Wagner Cabral é professor e mestre em História. Ele apresentará sua análise sobre o tema, a partir do documentário “O Milagre do Maranhão”, que aborda a aliança do governo de José Sarney (1966-1970) com a ditadura militar e as promessas de desenvolvimento trazidas pela “Revolução” (termo usado pelos militares para o Golpe de 1964). O vídeo também faz um paralelo com o filme “Maranhão 66”, de Glauber Rocha.

Benedito Buzar é jornalista e atual presidente da Academia Maranhense de Letras. O próprio acadêmico foi vítima do golpe militar, com a cassação de seu mandato de deputado estadual e também como jornalista em 1964. Em entrevista à Revista Maranhão Hoje (edição de março), ele afirma que, se não tivesse havido o golpe, os políticos Pedro Neiva de Santana, Nunes Freire e João Castelo não teriam sido governadores do Maranhão. Considerado um dos maiores pesquisadores maranhenses, Buzar fará um recorte histórico dos fatos que antecederam o Golpe e também fará seu relato de experiência.

Atos-show “Filhos da Liberdade”

Na próxima segunda (31), às 19h, a Prefeitura promoverá um grande ato-show intitulado “Filhos da Liberdade”, na Praça Maria Aragão. Com a presença de artistas e militantes políticos, como Cesar Teixeira, Joãozinho Ribeiro, Josias Sobrinho, entre outros, o evento trará a memória do espírito de luta pela democracia e liberdade. O momento será de homenagens àqueles que lutaram pela democracia e os direitos individuais durante o período da ditadura.

Mesa-redonda “O Maranhão e o Golpe de 1964”

Local: Auditório Maria Aragão (Praça Maria Aragão)

Data: 27 de março (quinta)

Horário: 19h