Célia Sampaio celebra 25 anos de carreira com o show Crioula


Foto: Edu Aguiar

Foto: Edu Aguiar

O evento acontece neste sábado (26), às 19h, na Praça Nauro Machado, com apoio da Func.

Neste sábado (26), às 19h, Célia Sampaio, um dos principais nomes da música negra do Maranhão, sobe ao palco montado na Praça Nauro Machado para apresentar “Crioula”, show que celebra 25 anos de carreira da cantora e compositora. O evento é uma realização da Negro Axé Produções, com apoio da Prefeitura de São Luís, por meio da Fundação Municipal de Cultura (Func).

A trajetória musical de Célia Sampaio acompanha a história do movimento negro no Maranhão. Considerada a “dama do reggae”, a cantora foi pioneira em São Luís ao assumir os vocais da segunda banda de reggae autoral que surgiu em São Luís, no ano de 1993, a Banda Guetos.

“A Banda Guetos foi um grande laboratório musical para todos os integrantes. Tanto eu, quanto Paulinho de Akomabu e Tadeu de Obatalá, meus parceiros de composição. A ideia da banda era tocar os diversos estilos da música negra, soul, funk, reggae, entre outros”, disse Célia. A Banda Guetos continuou na estrada até o ano de 1998.

Da dança para a música
Não foi a música quem primeiro chamou Célia para as Artes. A dança e as artes plásticas foram sua primeira linguagem de expressão artística, ainda na escola. “Eu comecei com a dança, dentro do Projeto Pró-Arte, no Centro de Ensino Médio Gonçalves Dias. Lá, tínhamos um grupo de dança moderna e contemporânea e também aulas de pintura e artes plásticas”, comentou.

Pela dança, ela passou a se interessar pelos grupos afros que estavam surgindo, no começo da década de 80. Primeiro entrou no Grupo Abanjá como dançarina e depois passou a integrar o grupo de ritmistas do bloco afro Akomabu, tocando agogô. Não demoraria muito a assumir os vocais do grupo.

“Eles sempre me chamavam para cantar. Foi algo espontâneo. Eu comecei cantando os afoxés dentro do Bloco Akomabu. Depois, foi que passei a querer cantar reggae. Sempre tive vontade e sempre ouvi reggae jamaicano pensando em como seria cantá-lo em português”, explicou.

A partir da experiência na Banda Guetos, Célia passou a ser uma referência da música negra de São Luís pela identidade feminina, negra e autoral. “O reggae é o estilo que eu me identifico. Minha perspectiva sempre foi trabalhar com a autoestima do povo negro, partindo destes ritmos, do afoxé ao reggae. Tenho como referências as cantoras jamaicanas, Márcia Griffiths e Rita Marley, por exemplo, mas sempre se apropriando do estilo para apresentar algo autoral, cantando em nossa língua, em nosso sotaque”.

Célia Sampaio explica que para cantar reggae não basta ter somente técnica, afinação ou ritmo. É preciso ter uma relação de sentimento com a música. “Cantar reggae tem que ter sentimento e pulsação. A voz acompanha o ‘groove’ do baixo. Eu sempre procuro inserir minhas referências regionais, a coisa do tambor de crioula, as batidas que temos aqui”, destacou.

Participações
O repertório do show será pincelado com canções que foram importantes na trajetória da cantora. Canções como “Black Power (Paulinho Akomabu)”, que projetou a voz de Célia nas principais rádios locais e de outras cidades, como Belém; “Negra Nagô”, composição de Gerson da Conceição; “Diferente”, de Zé Lopes; “Lá vem ela”, de Célia e Preto Ghoez, entre outras.

“Vou cantar algumas músicas importantes para mim, como “Mulher Negra”, que fala da luta da mulher na construção do país; também faremos, eu e Fabiana Rasta uma homenagem a Bob Marley e Gilberto Gil cantando ‘No Woman, No Cry’, além de alguns afoxés e sambas de terreiro, como na canção “Acarajé”, composição minha junto com Heriverto Nunes e Bruno Gueiros”, disse.

Na cultura religiosa do candomblé, o acarajé é uma comida oferecida ao orixá Iansã. A mesma entidade que protege os caminhos da cantora que, quando sobe no palco, energiza o som que faz com a força de um raio. “Se eu não cantasse reggae, talvez estivesse cantando samba de terreiro, porque o afoxé tem muita coisa próxima desse tipo de samba”, finalizou.

A banda que acompanhará a cantora é formada pelos músicos Edinho Bastos (guitarra e direção musical), Eliézer (percussão), Hilton oliveira (bateria), Davi Oliveira (baixo) e Renato Serra (teclado). O show terá a participação dos cantores Alexandra Nícolas, Fabiana Rasta, Heriverto Nunes, Marco Duailibe, Roberto Ricci, Paulinho Akomabu e Tadeu de Obatalá.

Show Crioula, 25 anos de trajetória da cantora Célia Sampaio
Quando: 26 de julho, sábado
Horário: 19h
Local: Praça Nauro Machado

Filmes para a juventude têm destaque na Mostra Guarnicê de Cinema


Foto: Lauro Vasconcelos.

Foto: Lauro Vasconcelos.

Mostra Jovem acontece até sexta-feira (25), a partir das 15h, no Teatro da Cidade.

O cinema como ferramenta pedagógica é a proposta das duas mostras (Guarnicêzinho e Mostra Jovem) que acontecem no Teatro da Cidade, equipamento cultural da Prefeitura de São Luís, como parte da programação do 37º Guarnicê de Cinema. Na tela, temas que abordam situações diversas, como política, diversidade sexual, cidadania, educação, entre outros.

Em parceria com a Secretaria de Estado de Educação do Maranhão (Seduc), foram agendadas 20 escolas públicas da Rede Estadual de Ensino para participação na Mostra Jovem, que tem como público alvo os alunos das escolas públicas. Na última quinta-feira (24), estiveram presentes os estudantes do Centro de Ensino Governador Edison Lobão (CEGEL), do Centro de Ensino Profª. Deise Galvão de Sousa e do Centro de Ensino Bacelar Portela.

Antes de cada exibição, o público recebe informações sobre a linguagem audiovisual e uma sinopse dos filmes exibidos. “A Mostra faz parte de ação de formação de plateia, como parte do projeto Núcleo, Arte e Educação da Seduc. A ideia é formar novos apreciadores para as diversas linguagens artísticas, do Cinema ao Teatro”, explicou Ione Coelho, integrante da curadoria do evento.

Cinema e Cultura
Seis filmes estão sendo exibidos na Mostra: “Amor Primeiro!”, “Miudinho”, “#Apaixonadinho”, “Garota Explosiva”, “O Perdão”, “Marionetes” e “Próximo”. Todos são curtas-metragens selecionados pela curadoria, de acordo com a faixa etária e com as orientações da Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude. Além destes, os filmes “Fuga Animada (SP)”, “Passagem (MA)”, “Upaon-Açu, Saint Louis, São Luís.. (MA)”, “O menino que sabia voar (SP)” e “A Carruagem de Donana (MA)”, da mostra competitiva, também participam da programação no Teatro da Cidade.

Para Giulia Gomes, estudante do 3º ano do Ensino Médio do CEGEL, a programação abordou temas que lhe provocaram a reflexão sobre a sociedade. “Fiquei bem interessada no filme Marionetes porque mostrou como a gente, a sociedade, é controlada pelo Governo”, disse.

Alguns estudantes não conheciam o Teatro da Cidade e ficaram encantados com o cinema-teatro. “Está sendo uma grande oportunidade conhecer o teatro e podermos ter uma visão mais ampla sobre o que o cinema pode nos mostrar, ter uma visão melhor sobre a sociedade”, destacou Davi Henrique, estudante do 2º ano do Ensino Médio da Escola Bacelar Portela.

A iniciativa foi bem recebida pelos professores e será utilizada como recurso pedagógico nas escolas. “Atividades como essas são importantes para que o aluno adquira conhecimento fora da sala de aula. Aqui, nós podemos trabalhar a História do Maranhão não só pelos filmes que foram exibidos, como também passeando pelo próprio Centro Histórico, fazer com que o estudante se interesse também pelas linguagens artísticas, e possa até mesmo fazer disso uma expressão pessoal depois”, explicou Werly Santos, professora de História do CEGEL.

A Mostra Jovem encerra nesta sexta, com filmes em exibição entre 15h e 17h e entrada gratuita. O Festival Guarnicê de Cinema vai até o dia 26 (sábado), com solenidade oficial de encerramento, às 19h, no Cine Praia Grande (Centro).

 

Fundação Municipal de Cultura divulga comissão julgadora do 35º Concurso Literário


O concurso vai premiar oito obras literárias.

A expectativa é grande entre os candidatos inscritos no Concurso Literário Cidade de São Luís, promovido pela Prefeitura de São Luís, por meio da Fundação Municipal de Cultura (Func). A premiação, que está em sua trigésima quinta edição, tem como objetivo fomentar a produção literária dos autores e escritores da capital maranhense, nos mais diversos gêneros: romance, novela, contos, poesia, ensaios, peça teatral, literatura infantojuvenil e jornalismo literário.

A Fundação divulgou em abril que o resultado do concurso estava previsto para o começo do mês de junho, considerando o período de três meses concedido à comissão julgadora para análise das obras. No processo de avaliação, a comissão irá definir uma classificação por pontuação. Cada categoria será avaliada por dois julgadores, sendo um regional e outro nacional.

A avaliação tem sido positiva e a qualidade das obras reconhecida pela comissão. “Pela primeira vez formamos uma comissão com representantes locais e nacionais. O atraso na divulgação da classificação ocorreu porque houve empate e discrepância entre as notas de pontuação em várias categorias e, conforme o item 3.4 do edital, a presidente da comissão precisa reler as obras para definir a classificação final”, explicou Márcio Almeida, integrante da Secretaria Executiva do Concurso Literário.

De acordo com o item 3.4 do edital, “no caso de empate e discrepância de notas (superior a dois pontos) entre os jurados, a avaliação final caberá ao presidente da Comissão Julgadora, após leitura e análise da obra em questão”.

Participam do concurso 98 candidatos e serão premiadas oito obras no valor de dez salários mínimos cada, além de certificado para os primeiros colocados de cada categoria. A Func vai publicar mil exemplares de cada obra premiada.

Comissão Julgadora
A comissão está sendo presidida pela professora doutora Márcia Manir Miguel Feitosa, que desenvolve pesquisas e estudos na área de Literatura Brasileira e Portuguesa, Literatura e Cultura Maranhense, Estudos Literários, entre outras áreas.

Na categoria “Jornalismo Literário”, estão julgando as obras o professor e doutor em Comunicação Social, José de Ribamar Ferreira Júnior, e a jornalista e doutoranda em Bioética, Mônica Manir Miguel.

Na categoria “Ensaios”, estão julgando as obras o professor e doutor em Literatura, Rafael Campos Quevedo, e a professora e doutora em Letras, Maria Luisa Scher Pereira.

Na categoria “Literatura Infantojuvenil”, estão julgando as obras a professora e doutora em Educação, Leoneide Maria Brito Martins, e a professora e doutora em Teoria da Literatura, Fernanda Maria Abreu Coutinho.

Na categoria “Peça Teatral”, estão julgando as obras o dramaturgo, diretor e ator Lauande Aires Cutrim, e o professor de teatro e mestre em Cultura e Sociedade, Abimaelson Santos Pereira.

Na categoria “Poesias”, estão julgando as obras o poeta, professor e doutor em Geografia Humana, Samarone Carvalho Marinho, e a professora e pós-doutora em estudos literários, Ida Maria Santos Ferreira Alves.

Na categoria “Contos”, estão julgando as obras o professor e escritor, mestre em Educação, José de Ribamar Neres Costa, e o professor e doutor em Teoria e História Literária, Rinaldo Nunes Fernandes.

Na categoria “Novela”, estão julgando as obras o jornalista e escritor Herbert de Jesus Santos, e a professora e doutora em Letras Ana Márcia Alves Siqueira.

Na caegoria “Romance”, estão julgando as obras o escritor e membro da Academia Maranhense de Letras, Waldemiro Antônio Bacelar Viana, e a professora e pós-doutora em literaturas lusófonas, Jane Fragan Tutikian.

Acesse abaixo a lista completa com os currículos da Comissão Julgadora do 35º Concurso Literário Cidade de São Luís.

Currículo Comissão Julgadora 35 Concurso Literário

Teatro da Cidade exibirá filmes para público infantojuvenil no Guarnicê de Cinema


divulgação

A partir da terça-feira (22), às 9h, terão início as exibições dos filmes que integram a programação do 37º Guarnicê de Cinema, o maior festival deste gênero no Maranhão. O Teatro da Cidade de São Luís, equipamento cultural da Prefeitura, receberá duas mostras – a Mostra Guarnicêzinho e a Mostra Jovem, como parte do projeto Cinema em Todo Lugar.

O Projeto Cinema em Todo Lugar é uma iniciativa da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da Universidade Federal do Maranhão, em parceria com a organização do evento, e tem como proposta a exibição de filmes de cunho educativo em bairros da cidade e outros espaços culturais.

A Mostra Guarnicêzinho acontecerá até a sexta-feira (25), das 9h às 10h30, com sessões de filmes em curta metragem. Serão apresentados 3 ou 4 filmes por dia, divididos por blocos, e com classificação indicativa para crianças de 06 a 12 anos e para o público da Educação Infantil. Escolas públicas municipais estão previamente agendadas para participar das sessões.

Das 15h às 16h30, serão exibidos os filmes da Mostra Jovem, que tem os adolescentes e alunos do Ensino Fundamental e Médio como público alvo. Antes de cada exibição, o público receberá informações sobre a linguagem audiovisual e destaques sobre a programação.

“A ideia das duas mostras é promovermos a interação entre o Cinema e a Educação. Os filmes selecionados atendem às propostas didáticas que os currículos escolares têm exigido. Além de estimularmos a formação de plateia, o que esperamos é que as escolas possam trabalhar na sala de aula alguns dos temas apresentados nos filmes”, explicou Ione Coelho, integrante da curadoria das mostras.

SOBRE O FESTIVAL
O Festival Guarnicê de Cinema é uma promoção da Universidade Federal do Maranhão, por meio do Departamento de Assuntos Culturais (DAC) da Pró-Reitoria de Extensão (Proex). Realizado na capital maranhense desde 1977, o evento possibilita a difusão de expressões culturais através da mostra de filmes franqueadas ao público e durante trinta e seis anos conseguiu reunir e exibir significativo número de filmes e congregar realizadores audiovisuais de diversas procedências numa troca de experiências enriquecedoras no âmbito da arte cinematográfica.

O Guarnicê de Cinema é o quarto festival mais antigo do país e o segundo mais antigo promovido por universidades públicas brasileiras e tem como público alvo, além da comunidade universitária, todos os interessados nesta linguagem.

Escola de Canto promove recital de música popular no Teatro da Cidade


microfone

A música popular apresentada pelas vozes de jovens estudantes de canto. Esta é a proposta do recital de alunos do Curso Livre de Canto Popular, promovido pelo Centro de Comunicação, Educação Musical, Artístico e Cultural (CCEMAC). O evento acontecerá nesta quinta-feira (17), a partir das 17h, no Teatro da Cidade de São Luís, equipamento cultural da Prefeitura.

O objetivo do recital é apresentar o trabalho desenvolvido pelo instituto cultural na área da música popular, além de exercitar a formação de plateia e apreciadores de música.

Durante a apresentação, os alunos vão interpretar músicas de diversos estilos da MPB ao gospel, acompanhados de quatro músicos que formam a banda. O evento ainda vai contar com a apresentação de dois ex-alunos do CCEMAC que hoje seguem carreira profissional.

Recital de alunos do Curso de Canto Popular do CCEMAC (Centro de Comunicação, Educação Musical, Artístico e Cultura)
Quando: 17 de julho, quinta-feira, a partir das 17h
Local: Teatro da Cidade de São Luís
Maiores informações: Mayara Rêgo – Assessora de Comunicação do CCEMAC
Contato (98) 8818-9121/8181-5119 – cursolivredecantopopular@gmail.com
Entrada Franca

 

9º Encontro de miolos de boi acontece nesta sexta, 11


Foto: Lauro Vasconcelos

Foto: Lauro Vasconcelos

O evento tem início às 9h e encerra com cortejo da Rua Portugal à Praça Pedro II, às 18h.

O boi é o personagem central da manifestação folclórica mais importante da cultura popular maranhense. Feito de madeira e bordado com tecido, fitilhos, canutilhos, miçangas e outros adereços, ele ganha vida e movimento com a ajuda de um dançarino, chamado de “miolo”. Ou como explica Zé Reis, “miolo é o homem que dança debaixo do boi”.

Zé é o organizador do Encontro de Miolos de Boi, que acontecerá nesta sexta (11), das 9h às 18h, na esquina da Rua Portugal com a Rua da Estrela (Canto da Cultura). O evento reunirá 150 miolos de boi e conta com o apoio da Prefeitura de São Luís, por meio da Fundação Municipal de Cultura (Func).

Ele conta que há nove anos tem organizado o evento com o objetivo de dar visibilidade aqueles que garantem a alegria das festas juninas. “Além de mostrar a importância desse personagem para a cultura do bumba-meu-boi também fazemos homenagens a personalidades que são anônimas para quem não faz parte dos grupos”, explicou.

O homenageado deste ano é miolo Ricardo Imperatriz, brincante do Boi União da Baixada, do bairro Monte Castelo, que faleceu ano passado.

O evento terá início às 9h, com a exposição de “capoeiras” (armação de madeira) e couros de boi de vários sotaques, mostrando a riqueza dos bordados que faz parte de uma arte passada de geração a geração. Duas pesquisadoras falarão sobre a arte presente nos bordados e sobre a performance do miolo de boi.

Haverá também a participação das bandas da Guarda Municipal, do 24º BC do Exército Brasileiro e da Banda do Bom Menino.

Cortejo

Às 18h, vários tocadores de pandeirão e matraca se reunirão para formar uma grande banda de percussão, junto com os cantadores do Boi da Madre Deus, para animar o cortejo com os miolos de boi, que seguirá da Rua Portugal até a Praça Pedro II.

Exposições retratam a relação entre arte e meio-ambiente na Galeria Trapiche


Foto: Lauro Vasconcelos.

Foto: Lauro Vasconcelos.

Dois artistas que cresceram em lugares onde a natureza se afirma exuberante e rica em biodiversidade. Um é da cidade balneária de São José de Ribamar, na Ilha de São Luís. O outro, da cidade de Palmeirândia, interior do Maranhão. A sensibilidade para com as questões da preservação do meio-ambiente se transformou em expressão artística. O resultado são as exposições “Tintas e Relevos”, do artista plástico Dalton Costa, e “Sucata, Arte e Cores”, do artista “De Mello”, que abrem nesta quinta-feira (10), às 19h30, na Galeria Trapiche Santo Ângelo, equipamento cultural da Prefeitura de São Luís.

A exposição “Tintas e Relevos” é um apanhado dos 20 anos de carreira artística de Dalton Costa nas artes plásticas e inicia com uma série de pinturas de peixes em cores vibrantes. O efeito da técnica (acrílico sobre tela) resulta em imagens que parecem saltar o plano da tela por conta do uso da cor, luz e sombra em forte intensidade. “Um amigo sugeriu a ideia de pintar peixes-pedra, comum em Ribamar. Então, eu resolvi explorar o uso de cores fortes para ver como ficaria o resultado”, disse Dalton.

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Outro tema explorado por Dalton é o universo feminino, com telas em técnica de 3D de formas femininas exploradas como objeto de consumo. “Sempre gostei de trabalhar com as formas e curvas do corpo feminino. Nesta exposição eu explorei a ideia de como a publicidade vende a imagem da mulher como um produto que pode ser embalado e descartável, uma forma de denúncia”, explicou.

Duas técnicas direcionam a opção estética de Dalton: o gigantismo e o figurativismo contemporâneo. “Sempre procuro trabalhar com a questão da forma e da perspectiva. Por isso é que sempre coloco ao fundo das imagens uma cor forte e vibrante. Numa tela, por exemplo, eu me inspirei no quarto de um oftalmologista norte-americano chamado Adelbert Ames Júnior, um quarto diferente dos outros, em forma trapezoidal, que altera a dimensão da perspectiva. Eu não entro no abstrato. Gosto de trabalhar com formas e cores”, destacou.

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Autodidata, o pintor começou nas artes por meio da pintura em tecido. Posteriormente, passou a usar papel machê. Foi o mercado do Carnaval que possibilitou a ele a profissionalização artística. “Comecei confeccionando bonecos gigantes, em 1993, por meio de uma oficina com a artista Telma Lopes. Em 1999, fui convidado pelo professor João de Deus para concorrer em uma exposição de máscaras de carnaval. Como havia pouco tempo, resolvi usar sucata como material para a obra. Acabei sendo premiado em primeiro lugar”, disse.

As máscaras carnavalescas em sucata também integram a exposição de Dalton, que, além das pinturas em tela, usa outros materiais como isopor, machê, espuma e arame. Ao todo, são 36 obras em cartaz. Duas delas inéditas, as telas “Musa das Águas” e “Pedra Prateada”. O artista participou do IV Salão de Artes de São Luís, com a obra “Salada da Indigestão”, uma denúncia contra a poluição ambiental num local da cidade de Ribamar que é habitat de iguanas.

Sucata como material artístico

Em “Sucata, Arte e Cores”, pode-se conferir obras com formas de bichos e insetos, entre outros temas para além da fauna e flora, nos quais a sucata é o principal suporte artístico. A inspiração para obras vem da relação do artista com o meio-ambiente. “Desde 2006 eu venho trabalhando com sucata. Foi algo natural, comecei a me interessar pelo tema da ecologia, da sustentabilidade”, disse De Mello.

Antônio de Mello, ou apenas De Mello, sobrevive como pedreiro e carpinteiro. Natural de Palmeirândia, o artista começou nas artes de maneira autodidata e depois fez alguns cursos de desenho. Além das artes plásticas, De Mello também é membro da Academia de Letras da cidade de Paço do Lumiar.

A exposição conta com 50 obras, sendo 40 delas inéditas. O trabalho com relevo, dimensões, cores e perspectiva no uso da sucata resulta em formas artísticas em linguagem contemporânea.

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Algumas obras de Antonio De Mello são conhecidas pelo público de São Luís que acompanha o concurso de presépios realizado pelo Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho. Em 2009, o artista chegou a ser premiado internacionalmente, em Nova York, com a obra “O Violeiro”, feita de alumínio reciclado.

Visitação

As duas exposições ficarão abertas para visitação até o dia 29 de julho, em horário de funcionamento da Galeria Trapiche, de segunda a sábado, das 9h às 19h, com entrada gratuita.

Exposições: “Tintas e Relevos”, de Dalton Costa, e “Sucata, arte e cores”, de Antonio de Mello
Quando: De 10 a 29 de julho.
Horário: segunda a sábado, das 9h às 19h.
Local: Galeria Trapiche Santo Ângelo (Avenida Vitorino Freire, s/n – Praia Grande, em frente ao Terminal de Integração)

 

Tambor de crioula será destaque na programação cultural da Copa neste final de semana


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O grupo Maracrioula foi selecionado por edital do Ministério da Cultura para fazer seis apresentações em Fortaleza.

Nesta sexta-feira (04), às 17h, o país vai parar para torcer pela seleção brasileira no jogo contra a seleção da Colômbia. A disputa acontecerá no estádio Castelão, em Fortaleza. Os torcedores brasileiros e estrangeiros que estiverem na capital cearense vão poder conferir um ritmo genuinamente maranhense ecoando na Praia de Iracema, de hoje a domingo: o tambor de crioula.

O grupo Maracrioula, do bairro da Liberdade, foi selecionado por edital do Ministério da Cultura (MinC), entre várias atrações culturais de todo o país, para fazer seis apresentações no espaço cultural Estoril (Praia de Iracema, Fortaleza). Hoje as apresentações acontecerão no horário de 15h e 20h. Sábado (05) e domingo (06), o grupo se apresenta às 14h e 19h.

25 integrantes do grupo já estão em Fortaleza e obtiveram apoio também da Fundação Municipal de Cultura (Func) para custeio da viagem. Com 10 anos de existência e 35 componentes, o Maracrioula já gravou três CDs desde 2007. Além de ser um grupo cultural, o tambor também agrega o compromisso social. O grupo é organizado predominantemente com jovens da comunidade, com a intenção de formar uma visão renovada e diferenciada do tradicional Tambor de Crioula.

“O tambor é de um bairro da periferia, onde está concentrada uma alta porcentagem das camadas mais pobres da sociedade. Ter sido selecionado foi importante para podermos mostrar nossa cultura, a cultura maranhense, nossas danças e manifestações para as pessoas que estarão acompanhando a Copa do Mundo em Fortaleza”, disse o presidente do grupo, José do Nascimento.

Atualmente, o grupo será um Ponto de Memória, através de um programa do Instituto Brasileiro de Museu (Ibram).

 

Cantor Lourival Tavares lança disco Enluarado no Teatro da Cidade


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Nesta sexta-feira (11), às 20h, o cantor Lourival Tavares sobe ao palco do Teatro da Cidade (antigo Cine Roxy), equipamento cultural da Prefeitura de São Luís, para apresentar “Enluarado”, show que dá nome ao oitavo disco de carreira do compositor. São 29 anos de trajetória que serão recontados a partir das canções que compõem o repertório do show.

“O roteiro do show é baseado no repertório do disco Enluarado, acrescido de músicas que gosto de cantar. Mas é claro que seu formato enxuto, somos eu e mais um músico no palco, permite certa flexibilidade. O público pode aguardar algumas surpresas”, avisa Lourival Tavares, natural de Santa Inês/MA, hoje radicado em São Paulo.

Entre as surpresas estão músicas emblemáticas da história da música popular brasileira, como “Muito Romântico” (canção de Caetano feita para Roberto Carlos) e “Pequeno concerto que virou canção”, de Geraldo Vandré. Lourival, inclusive, imprime na sua interpretação a mesma força nordestina de cantores que reproduzem no canto o aboio dos trovadores sertanejos. Nas palavras de Mauro Dias, crítico e pesquisador de música do jornal O Estado de São Paulo, “Lourival Tavares, traz no fundo o mesmo travo mourista que embala a trova de muitos cantadores como Vital Farias, Elomar e Xangai”.

O repertório também terá a parceria de maranhenses que assinam parcerias em canções de outros discos dele, como é caso de Matadouro, parceria com o poeta Celso Borges, Velha calça de xadrez, parceria com Josias Sobrinho e Éden Bentes, além da obra de artistas que admira, como João do Vale, Luiz Gonzaga e Betto Pereira, de quem gravou Ana e a lua.

Lourival Tavares será acompanhado por Marcos Lussaray (violão e guitarra). O músico voltou a São Luís para participar da temporada junina. “Fiz algumas apresentações, recarrego as baterias, as energias para viver em São Paulo e criar. Resolvi aproveitar o prolongar da passagem para lançar o disco novo em minha terra natal”, revela.

Show Enluarado, de Lourival Tavares.
Quando: 11 de julho, sexta-feira, às 20h
Local: Teatro da Cidade de São Luís
Ingressos: R$ 20,00 (meia para estudantes e demais casos previstos em lei)
Maiores informações: (98) 8122.0009