Prefeitura abre inscrições para monitoria na Feira do Livro de São Luís


A Prefeitura de São Luís, por meio da Fundação Municipal de Cultura (Func), está com inscrições abertas, no período de 22 a 26 de setembro, aos interessados em participar como monitores da 8ª Feira do Livro de São Luís (FeliS). O edital de seleção pública de propostas para monitoria já está disponível no Blog da Fundação e nos canais de comunicação da Prefeitura.

Poderão participar universitários de instituições de ensino superior, públicas ou privadas, regularmente matriculados em qualquer área de graduação e que estejam cursando do 2º ao 6º período. Para se inscrever, basta levar até a sede da Func, localizada na Rua Isaac Martins, 144, Centro, a documentação completa exigida pelo edital. A Fundação ficará aberta no horário das 8h às 18h, de segunda a sexta.

Serão disponibilizadas 150 vagas, distribuídas pelos três turnos, que serão preenchidas por ordem de inscrição, mediante o cumprimento dos requisitos exigidos no edital. Cada monitor receberá o auxílio no valor de R$ 300,00 (trezentos reais), além de certificado de participação, com carga horária de 40h, que será entregue após a realização do evento.

“A procura em cada edição da Feira tem sido grande. O trabalho dos monitores é de grande importância para o evento e a troca é sempre mútua, tanto para os organizadores, quanto para os monitores pela vivência que a experiência literária proporciona”, explicou Rita Oliveira, coordenadora da 8ª FeliS.

O resultado dos monitores selecionados deverá ser divulgado a partir do dia 03 de outubro.

SOBRE A 8ª FELIS
Este ano, a Feira do Livro de São Luís será realizada no período de 31 de outubro a 09 de novembro e ocupará os espaços culturais do bairro do Desterro. O tema da Feira é “Literatura Infantil”, tendo como patrono o jornalista e escritor de literatura infantojuvenil, Wilson Marques. Serão homenageados também os escritores Ubiratan Teixeira (em memória), jornalista, escritor, poeta e teatrólogo; Mundinha Araújo (Raimunda Araújo), jornalista, professora, ativista, historiadora, pesquisadora e uma das fundadoras do Centro de Cultura Negra (CCN); e o poeta Odylo Costa, Filho (em memória), pelo centenário de seu nascimento.

Acesse abaixo o edital de seleção pública de propostas para monitoria

Prefeitura apoia realização do Círio de Nazaré do Cohatrac


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A Prefeitura de São Luís apoiará a 22ª edição do Círio de Nazaré, evento organizado anualmente pela paróquia de Nossa Senhora de Nazaré do bairro do Cohatrac. O prefeito Edivaldo, o presidente da Fundação Municipal de Cultural (Func), Francisco Gonçalves, e a secretária municipal de Saúde (Semus), Helena Duailibe, receberam a Comissão Organizadora do Círio de Nazaré 2014, que apresentou a proposta do evento. A comissão é composta pelo padre Flávio Marques Colins, Rozenir Mesquita e Maria das Dores Fernandes.

Programada para ocorrer entre os dias 26 de setembro e 12 de outubro, a festa religiosa deve atrair mais de 250 mil pessoas para as dezessete noite do festejo. “Sabemos que o Círio de Nazaré do Cohatrac é uma das festas religiosas mais importantes do estado, que já faz parte da tradição de nossa cidade, e que será novamente apoiada pela Prefeitura”, comentou o prefeito.

O presidente da Func afirmou que o Círio de Nazaré está entre as três festas religiosas que mais reúnem fieis em São Luís. “Junto com a festa de Nossa Senhora da Conceição e o Corpus Crhisti, hoje o Círio de Nazaré do Cohatrac é uma das atividades religiosas que mais atraem a participação popular. Certamente estaremos presentes nessa importante atividade religiosa”, destacou.

O padre Flávio Marques Colins agradeceu o apoio da Prefeitura. “O Círio de Nazaré será mais uma vez uma grande festa de toda a nossa população com o apoio da nossa Prefeitura”, exaltou.
Desta vez, o tema do Círio será “Festa da Luz”. A atividade religiosa, bastante difundida entre o ludovicenses, deve contar com a participação de sacerdotes e devotos de Nossa Senhora de Nazaré de várias partes da Arquidiocese de São Luís.

Prefeito Edivaldo recebe delegações que participam do Festival Internacional de Folclore


Foto: Maurício Alexandre.

Foto: Maurício Alexandre.

O prefeito Edivaldo Júnior, a primeira-dama, Camila Vasconcelos e o presidente da Fundação Municipal de Cultura (Func), Francisco Gonçalves, estiveram reunidos, na manhã deste sábado (13), com a delegação estrangeira que participa do 1º Festival Internacional de Folclore do Maranhão (Festfolcma-2014), evento promovido pelo Comitê Internacional de Organização de Festivais de Folclore (CIOFF), com apoio da Prefeitura de São Luís.

Durante o encontro, ocorrido em um hotel da capital do estado, o prefeito Edivaldo e os grupos estrangeiros da Colômbia, Argentina e Estônia fizeram troca de presentes alusivos às culturas dos países e cidades. O prefeito ressaltou a felicidade em recebê-los. “A nossa cidade completou 402 anos e com muita honra e satisfação vocês fazem parte do calendário de nossas comemorações. A vinda de vocês é um valoroso presente para a nossa população, esperamos que esta seja a primeira de muitas”, disse.

O presidente da Func, Francisco Gonçalves, lembrou que foi lançado desafio aos grupos folclóricos para realizarem o festival, proposta que foi aceita e celebrada com o apoio da Prefeitura.

“Este festival é uma oportunidade de implementarmos o intercâmbio cultural, pois entendemos ser o melhor da cultura, bem como uma oportunidade de promover a cultura de paz, uma forma dinâmica de suscitar laços profundos entre os países”, salientou Francisco Gonçalves, ao destacar que São Luís é privilegiada por ter uma das maiores diversidades de grupos folclóricos.

Com indumentárias de dança típica local, os estonianos agradeceram a acolhida na cidade e elogiaram a boa receptividade da população ludovicense. Eles entregaram de presente um kit com vídeo de músicas, uma bandeira e um livreto com informações. Os colombianos, por sua vez, presentearam o prefeito com uma vestimenta ilustrada das cores do país e um sombrero (espécie de chapéu) fabricado manualmente. Os argentinos ofertaram objetos que simbolizam a tradição cultural do país.

Do Grupo de Tradições Folclóricas Raízes Nordestinas, a cearense Poliana Santos parabenizou a gestão municipal pela iniciativa. Segundo ela, São Luís deveria ter sediado bem antes o festival por ser uma capital dotada de vasta diversidade de tradições culturais. Com 29 integrantes, eles vêm desenvolvendo o trabalho de pesquisa folclórica e produção cultural há mais de 18 anos. O grupo está levando nas apresentações xaxado, xote e o coco e também outros ritmos menos conhecidos, como a cana verde (dança de origem portuguesa), o torém (dança indígena), a colheita, o reisado e o maneiro pau.

A Prefeitura de São Luís presenteou os representantes das delegações com uma réplica do bumba-meu-boi, principal manifestação folclórica do Estado, patrimônio imaterial do país.

O Festival Internacional de Folclore prossegue até este domingo (14), sempre às 20h, na Praça Maria Aragão. Como parte da programação, também serão realizados workshops com os alunos da rede pública estadual e municipal de ensino da capital; cortejo da Praça Deodoro à Praia Grande; caminhada na Avenida Litorânea; encontro com produtores culturais do estado e com grupos internacionais e nacionais; baile das nações; entre outros eventos.

Foto: Maurício Alexandre.

Foto: Maurício Alexandre.

Estudantes conhecem o folclore de outras nações no Teatro da Cidade


Alunos do Centro Ensino Lúcia Chaves participam do encontro com grupos folclóricos no Teatro da Cidade. Foto: Lauro Vasconcelos.

Alunos do Centro Ensino Lúcia Chaves participam do encontro com grupos folclóricos no Teatro da Cidade. Foto: Lauro Vasconcelos.

Atividade integrou a programação do I Festival Internacional de Folclore em São Luís.

Promover a troca intercultural do folclore de outros países com a comunidade de São Luís. Este é o principal objetivo do I Festival Internacional de Folclore que acontece até o dia 14 de setembro, como parte das festividades dos 402 anos da capital maranhense. Dentro da programação, o Teatro da Cidade de São Luís, equipamento cultural da Prefeitura, recebeu nos dias 10, 11 e 12, no período da tarde, alguns grupos folclóricos que se apresentaram para estudantes da rede pública estadual de ensino.

Na quinta-feira (11), o grupo colombiano Bochica e o grupo cearense Raízes Nordestinas mostraram um pouco do folclore de suas comunidades para alunos do Centro de Ensino Lúcia Chaves, do Centro de Ensino Bacelar Portela e da Escola Modelo Benedito Leite.

“A vinda dos alunos para o teatro faz parte de atividade complementar ao currículo escolar. A parceria com a organização do festival é também no sentido de formação de plateia para eventos culturais”, explicou Ione Coelho, coordenadora do projeto Arte e Educação do Governo do Estado.

O grupo Bochica apresentou o bambuco, dança tradicional da região andina da Colômbia, e explicou o uso de alguns instrumentos, como o tiple (instrumento de cordas parecido com a viola), e sobre a indumentária relacionada com o período da colonização do país. As mulheres usam uma espécie de bolsa para carregar o dinheiro, a prata recolhida no garimpo. Os homens usam um facão utilizado na lavoura.

Grupo Bochica da Colômbia. Foto: Lauro Vasconcelos.

Grupo Bochica da Colômbia. Foto: Lauro Vasconcelos.

Os estudantes fizeram comparações entre a dança colombiana com danças folclóricas de São Luís. “A roupa, o jeito de dançar é diferente e lembra a nossa quadrilha, só que com instrumentos diferentes”, disse Jéssica Santos, 15 anos, aluna do Centro de Ensino Lúcia Chaves, escola da zona rural na Vila Esperança.

Para a professora de português, Meire Almeida, a resposta dos alunos é o objetivo da proposta interdisciplinar na programação do festival. “A ideia é que eles entrem em contato com outras culturas e façam a relação com a cultura da própria comunidade”, disse.

A visita ao teatro também serviu para explorar outros aspectos educacionais interdisciplinares, como o conhecimento na área de física. “A acústica do teatro, o timbre e a ressonância do som; a questão da luz e penumbra; a relação que alguns físicos, como Isaac Newton e Galileu Galilei, serão explorados em sala de aula, a partir da visita que fizemos aqui”, destacou Magno Evangelista, professor de física.

O Grupo de Tradições Folclóricas Raízes Nordestinas apresentou três diferentes danças: o xote, o baião e o maneiro pau (dança folclórica da região do Cariri). “A dança simula o que chamamos de capangada. Os homens executam movimentos articulados entre ataque e defesa, com o uso de pedaço de madeira de jucá”, explicou Jacinto Oliveira, integrante do grupo.

Grupo de Tradições Folclóricas Raízes Nordestinas, do Ceará. Foto: Lauro Vasconcelos.

Grupo de Tradições Folclóricas Raízes Nordestinas, do Ceará. Foto: Lauro Vasconcelos.

Apresentações culturais
Ainda na programação do evento, todos os grupos convidados do festival realizaram um grande cortejo, da Praça Deodoro até a Praia Grande, às 16h. À noite, na Praça Maria Aragão, houve apresentação dos grupos folclóricos maranhenses Tambor de Leonardo, Boi Encanto Do Olho D´Água, Quadrilha Asa Branca, Boi de Leonardo, Boi Novilho Branco, Boi Santa Fé, Bloco Os Foliões e Boi da Pindoba.

O festival acontece até domingo (14), com participação do cantor Fernando de Carvalho no show de encerramento. O I Festival Internacional de Folclore é uma promoção do Comitê Internacional de Organização de Festivais de Folclore (CIOFF), com apoio da Prefeitura, integrando as festividades do aniversário de São Luís.

Exposição Traços de Gente será aberta nesta quarta (10) na Galeria Trapiche


Quadro Guernica Tropical, um dos destaques da exposição. Foto: divulgação.

Quadro Guernica Tropical, um dos destaques da exposição. Foto: divulgação.

Na semana de aniversário da cidade, a Galeria Trapiche Santo Ângelo, equipamento cultural da Prefeitura de São Luís, recebe, nesta quarta-feira (10), às 20h, a vernissage da exposição “Traços da Gente”, do artista plástico Geetesh.

A exposição conta com 40 obras inspiradas na cultura e beleza do folclore maranhense. Fruto de pesquisa e produção artística ao longo de três anos, com uso de telas tradicionais e materiais alternativos, como caixas de madeira e canos de PVC.

As obras, além da inspiração em cores e formas da cultura popular e do folclore, buscam no lúdico a relação mais próxima com a arte e também vai além, provocando a consciência do espectador para a importância da sustentabilidade que a arte pode propor.

“Acho que a felicidade maior do artista é quando ele consegue criar e mostrar sua arte sem que para isso tenha que degradar o meio ambiente. E melhor ainda quando conseguimos provocar os sentidos, saindo do comum para novas formas de criação artística”, disse Geetesh.

O artista plástico já participou de várias mostras individuais e coletivas em São Luís e em outras galerias nacionais. Em “Traços de Gente”, duas obras se destacam dentro da exposição: a obra “Guernica Tropical”, uma releitura da famosa “Guernica”, do cubista Pablo Picasso; e a tela “Fofando no Ar”, em homenagem a um dos principais personagens folclóricos do carnaval maranhense.

A exposição fica aberta até o dia 30 de setembro, no salão da Galeria Trapiche Santo Ângelo (Avenida Vitorino Freire – em frente ao Terminal de Integração da Praia Grande), de segunda a sábado, das 9h às 19h.

Diversidade de tradições culturais encanta público de São Luís


Grupos culturais reunidos na cerimônia de abertura do I Festival Internacional de Folclore. Foto: Lauro Vasconcelos.

Grupos culturais reunidos na cerimônia de abertura do I Festival Internacional de Folclore. Foto: Lauro Vasconcelos.

O 1º Festival Internacional do Folclore acontece até o dia 14 de setembro, na Praça Maria Aragão, em comemoração pelos 402 anos da capital maranhense.

O palco da Praça Maria Aragão tornou-se um museu vivo de diversidade e tradições folclóricas vindas de vários lugares do mundo. Ritmos, danças, indumentárias, músicas e línguas de diferentes nações marcaram a cerimônia de abertura do 1º Festival Internacional de Folclore do Maranhão (Festfolcma-2014), evento promovido pelo Comitê Internacional de Organização de Festivais de Folclore (CIOFF), com apoio da Prefeitura de São Luís, dando continuidade às festividades do aniversário da cidade.

O presidente da Fundação Municipal de Cultura (Func), Francisco Gonçalves, destacou a importância do festival para as comemorações do aniversário da cidade. “Ao comemorar 402 anos, a cidade de São Luís reafirma a sua diversidade de tradições culturais. Ao promover o encontro intercultural com grupos de outros países e regiões, celebramos a alegria e o orgulho de nossa própria identidade”, destacou.

Francisco Gonçalves, presidente da Func, saúda o público do Festival. Foto: Lauro Vasconcelos.

Francisco Gonçalves, presidente da Func, saúda o público do Festival. Foto: Lauro Vasconcelos.

O evento teve início na noite de terça-feira (9) com a apresentação do Coral São João cantando o Hino Nacional e o Hino da Cidade (Louvação a São Luís). Em seguida foram iniciadas as apresentações folclóricas. Da Argentina veio o grupo Instituto Escénico, que apresentou o conhecido tango e outras danças, como o malambo e o escondido.

Com 20 integrantes, o grupo existe há dez anos e desenvolve pesquisa de danças e ritmos folclóricos de várias regiões do país. “Vamos apresentar durante os cinco dias, a diversidade de nossas tradições e ritmos, do centro ao noroeste do país e com influências de outras culturas. Ritmos como a cueca e o carnavalito”, falou Elisabeth Catavick, dançarina do grupo.

Instituto Escénico, da Argentina. Foto: Lauro Vasconcelos.

Apresentação do Instituto Escénico, da Argentina. Foto: Lauro Vasconcelos.

Os colombianos do Grupo Bochica vieram em seguida. Da cidade de Medellín, os músicos e dançarinos contagiaram o público ao tocar ritmos andinos (bambuco e sanjuanero), do Pacífico (currulao e porro chocoano) e do Caribe (cumbia). A apresentação foi feita de forma didática, com explicações sobre as influências indígenas e espanholas que fazem parte das tradições colombianas.

“O tambor é algo que nos une, que tem diálogo entre nossos povos latinos”, disseram os músicos colombianos Juan David Lopera e Marcos Cañola. Na apresentação, eles usaram instrumentos diversos, como a bandola, tiple, guacho, maracón, entre outros.

Apresentação do grupo colombiano Bochica. Foto: Lauro Vasconcelos.

Apresentação do grupo colombiano Bochica. Foto: Lauro Vasconcelos.

Da cidade de Tallinn, costa norte da Finlândia, vieram o estonianos do grupo Leigarid. Fundado em 1969, o grupo apresentou uma dança típica que lembra a polca, com uso de violinos e acordeão. Carregando a bandeira da Lituânia, nas cores preto, azul e branco, e usando roupas tradicionais, os dançarinos fizeram uma roda, parecida com a ciranda.

Durante a dança, o objetivo é formar casais e as mulheres é que tomam a iniciativa. “Quem não consegue pegar um homem não é uma boa dançarina”, explicou Andrés Miguel, guia turístico que acompanhava o grupo. Outra curiosidade está na indumentária. “O uso de jóias e pratas na roupa tem a intenção de produzir barulho para espantar os maus espíritos”, disse Andrés.

Apresentação do grupo estoniano Leigarid. Foto: Lauro Vasconcelos.

Apresentação do grupo estoniano Leigarid. Foto: Lauro Vasconcelos.

A quarta apresentação foi feita pelos cearenses do Grupo de Tradições Folclóricas Raízes Nordestinas. Com 29 integrantes, eles vêm desenvolvendo o trabalho de pesquisa folclórica e produção cultural há mais de 18 anos. Segundo diretor do grupo, Francisco Oliveira, a principal preocupação deles é a preservação da cultura popular. O grupo apresentou o xaxado, xote e o coco e durante o festival também apresentarão outros ritmos menos conhecidos, como a cana verde (dança de origem portuguesa), o torém (dança indígena), a colheita, o reisado e o maneiro pau.

“Nosso trabalho está voltado para a disseminação da cultura popular. Participamos de vários eventos dessa natureza, sem fins lucrativos, exatamente pela possibilidade do intercâmbio cultural e para difusão das nossas culturas”, afirmou.

Apresentação do Grupo de Tradições Folclóricas Raízes Nordestinas, do Ceará. Foto: Lauro Vasconcelos.

Apresentação do Grupo de Tradições Folclóricas Raízes Nordestinas, do Ceará. Foto: Lauro Vasconcelos.

O encerramento da cerimônia de abertura do festival foi feito pelos grupos de bumba-meu-boi Pirilampo e Brilho da Ilha. O coordenador do CIOFF no Maranhão, Cláudio Sampaio, considerou positiva a abertura do evento e destacou a importância do Festival para a cidade. “São Luís vai entrar no roteiro internacional dos festivais de folclore do mundo. Durante seis dias, vamos promover o intercâmbio e divulgar a cultura popular de grupos nacionais e internacionais”, afirmou.

PROGRAMAÇÃO

O Festival Internacional de Folclore prossegue até este domingo (14), sempre às 20h, na Praça Maria Aragão. Como parte da programação, também serão realizados workshops com os alunos da rede pública estadual e municipal de ensino da capital; cortejo da Praça Deodoro à Praia Grande; caminhada na Avenida Litorânea; encontro com produtores culturais do estado e com grupos internacionais e nacionais; baile das nações; entre outros eventos.

Nesta quinta-feira (11), haverá apresentação dos grupos maranhenses Tambor de Leonardo, Boi Encanto Do Olho D´Água, Quadrilha Asa Branca, Boi de Leonardo, Boi Novilho Branco, Boi Santa Fé, Bloco Os Foliões e Boi da Pindoba.

Prefeitura apresenta balanço positivo da programação cultural de aniversário de São Luís


Banda PedeGinja foi uma das atrações do aniversário da cidade. Foto: Honório Moreira.

Banda PedeGinja foi uma das atrações do aniversário da cidade. Foto: Honório Moreira.

Mais de 50 mil pessoas passaram pela Praça Maria Aragão durante os quatro dias da programação de aniversário de São Luís. O prefeito Edivaldo acompanhou com entusiasmo a quarta noite da programação dos 402 anos da cidade. Acompanhado pela primeira dama, Camila Vasconcelos, e pelo secretariado municipal, o prefeito esteve presente nesta segunda-feira (8) nas comemorações na Praça Maria Aragão. Como na noite anterior, de maneira descontraída, ele conversou com as pessoas que o abordaram.

“A programação foi bem sucedida desde a sua concepção, que contemplou a pluralidade que temos em nossa cidade, e, ao mesmo tempo na execução, com organização, alegria e tranquilidade. Conquistamos a adesão natural do público e o envolvimento das pessoas foi essencial para fazer uma festa tão bela. Os shows valorizaram os artistas locais e a cultura de São Luís”, disse o prefeito.

Prefeito prestigia programação dos 402 anos de São Luís. Foto: Honório Moreira.

Prefeito prestigia programação dos 402 anos de São Luís. Foto: Honório Moreira.

A programação da noite de segunda-feira deu destaque à nova música produzida pelos maranhenses, com a participação da banda PedeGinja, do cantor Phill Veras, da dupla sertaneja infantil Victor e Bruno e do guitarrista Chiquinho França, que encerrou a noite com o show “Som do Mará”.

Segundo o presidente da Fundação Municipal de Cultura (Func), Francisco Gonçalves, a escolha dos participantes foi orientada pela nova dinâmica da música produzida em São Luís e no estado.

“Foi uma festa marcada sobretudo pela tranquilidade. Tivemos milhares de pessoas participando das noites de festividades ao aniversário da cidade. Um aspecto importante é que as pessoas entenderam a proposta da Prefeitura de São Luís que destacou a dinâmica natural da cidade, se reconhecendo na programação baseada na diversidade e fazendo parte dela”, avaliou Francisco Gonçalves.

Phill Veras foi uma das principais atrações da programação de aniversário de São Luís. Foto: Honório Moreira.

Phill Veras foi uma das principais atrações da programação de aniversário de São Luís. Foto: Honório Moreira.

O formato agradou ao público das mais diversas idades, que participou das comemorações. “São Luís está de parabéns por oferecer essa festa linda. Hoje aproveitei para trazer minha filha e minha neta, para esse momento de descontração, elas gostam muito e o ambiente está inspirando confiança”, afirmou o aposentado Vanderlei Cunha.

Já o servidor público Valdeci Santos fez questão de frisar a mensagem de amor e paz transmitida desde o início da festividade. “O evento de hoje é a comemoração maior de uma festa que acontece todos os dias. É uma declaração de amor de São Luís a esse movimento belíssimo que prega a política da paz, do amor, do respeito”, destacou.

A abertura na sexta-feira (5), em comemoração ao Dia Municipal do Regueiro, contou com participação de radiolas, grupos de danças, DJs, bandas e cantores de reggae no show “Vibrações Positivas”. No sábado, o padre pernambucano João Carlos e a banda maranhense Parresia promoveram o show “Imenso Amor”. Um público estimado em mais de 20 mil pessoas esteve na noite de domingo no show “Glórias” que teve como principal atração a cantora gospel Bruna Karla e também contou com a banda maranhense Marcados Pela Promessa.

FESTIVAL INTERNACIONAL DE FOLCLORE
Iniciou nesta terça-feira (9) o I Festival Internacional de Folclore, que integra a programação na Praça Maria Aragão. Participam do evento grupos da Argentina, Estônia, Colômbia, Índia, Pernambuco, Ceará, Pará e locais. As apresentações prosseguem até o dia 14 deste mês na Praça Maria Aragão, sempre a partir das 19h.

A cerimônia de abertura do Festival ocorreu com apresentações dos grupos folclóricos internacionais Esencias de Mi Terra, do Chile; Bochica, da Colômbia; Leigarid, da Estônia; Instituto Escenico, da Argentina; Raízes Nordestinas, do Ceará; Frutos da Terra, do Pará; e Grupo Pernambuco.

Todos os grupos internacionais se apresentarão na Praça Maria Aragão durante os demais dias do Festival e, em cada noite, o encerramento será feito com apresentações de grupos locais. Entre eles está a batida contagiante das matracas dos bois de Maracanã, Pindoba e Maioba; os ritmos eletrizantes da orquestra dos bois de Nina Rodrigues, Morros, Pirilampo, Axixá, Brilho da Ilha, Novilho Branco, Encantos do Olho D’ Água e grupos de bumba-bois representantes de outros sotaques como o Boi de Leonardo (zabumba) e Santa Fé (Baixada).

Procissão dos Orixás saúda a paz nos 402 anos de São Luís


Cortejo reuniu centenas de pessoas no dia do aniversário da cidade. Foto: Lauro Vasconcelos.

Cortejo reuniu centenas de pessoas no dia do aniversário da cidade. Foto: Lauro Vasconcelos.

O cortejo aconteceu no dia 08 de setembro, integrando as comemorações do aniversário da cidade.

As festividades de aniversário da cidade de São Luís, que teve início na última sexta-feira (5) e prossegue até o dia 14 de setembro, foi organizada para atender à diversidade cultural da população ludovicense. A tradicional Procissão dos Orixás foi um dos pontos altos da programação, reunindo centenas de pessoas e representantes de povos de axé e comunidades tradicionais de matriz africana no dia 08 de setembro, dia em que se celebra também a devoção a São Luís Rei de França.

Segundo o pai de santo e babalorixá Fernando Solón, diretor de eventos da Federação de Umbanda do Estado do Maranhão, a procissão é uma forma de saudação ao santo que tem mantém vínculos de sincretismo com entidades dos cultos de matriz africana em São Luís. “A procissão é uma forma de celebrarmos a mistificação e axé que a Ilha de São Luís tem; além de ser um presente para a cidade”, explicou.

Religiosos e simpatizantes concentraram-se às 16h na Avenida Pedro II, em frente à sede da Prefeitura, para seguir em caminhada até a Igreja do Desterro. Mães, pais e filhos de santos que levavam nos braços mais de 700 vasos brancos e azuis com água perfumada e decorados com flores brancas, vermelhas e amarelas. “A quebra do jarro simboliza o nosso pedido ou alguma obrigação religiosa. O pedido comum a todos é o de paz para a cidade e também contra a discriminação que ainda existe contra os povos de terreiro”, disse a mãe de santo Mariinha do Caboclo Cearense.

O cortejo teve início às 17h30, conduzido pelo bloco afro Netos de Nanã entoando pontos, cantos e saudações aos orixás. Na frente, um grupo de crianças representando a corte imperial do Divino Espírito Santo. Logo atrás, quatro ícones de santos católicos que simbolizavam a devoção às quatro divindades que regem a proteção à cidade de São Luís entre os diversos cultos de matriz africana: São Luís Rei de França, Iansã (Santa Bárbara), Oxum (Nossa Senhora da Conceição) e Oxóssi (São Sebastião).

A caminhada percorreu a Rua dos Afogados, Rua do Egito, Rua da Palma até chegar ao Largo do Desterro. Durante o percurso, os moradores que decoraram as portas das casas com balões e imagens religiosas, saudavam os participantes da caminhada. Dentro da Igreja do Desterro, um grupo de caixeiras entoavam ladainhas e toques do Divino Espírito Santo. A procissão foi encerrada com a quebra dos vasos como forma de pedido e agradecimento por graças alcançadas.

“Há quase 50 anos acontece esta procissão. A lavagem da Igreja do Desterro, uma das igrejas mais antigas de São Luís e fundada por meio de esmolas, é uma forma de realizarmos a limpeza espiritual da cidade e de promovermos o congraçamento entre os cultos, até mesmo para quem não faz parte dos terreiros. O que nos move aqui é a fé. Basta fechar os olhos e pedir paz, saúde e fé”, destacou Fernando Solón.

A Procissão dos Orixás encerrou com a lavagem da escadaria da Igreja do Desterro. Foto: Lauro Vasconcelos.

A Procissão dos Orixás encerrou com a lavagem da escadaria da Igreja do Desterro. Foto: Lauro Vasconcelos.

Para o antropólogo paraibano Greilson Lima, que participava da procissão como turista e pesquisador, a caminhada representa uma forma de dar visibilidade às práticas religiosas dos cultos de matriz africana. “A partir do ano de 1977, em todo o Brasil, houve a saída de algumas práticas religiosas que antes ficavam restritas apenas aos espaços de terreiro. Estes tipos de manifestações são importantes por marcar uma identidade e por ser uma forma de expressão política. O que vemos ainda muito presente no imaginário da cultura afrobrasileira é uma predominância das formas de culto do candomblé como a principal representação dos cultos de matriz africana no Brasil, o que não é verdade. Aqui no Maranhão, por exemplo, podemos observar essa diversidade de cultos, o culto mina, por exemplo, como algo muito particular e próprio daqui, e que precisa de movimentos como esse para dar mais visibilidade aos povos de terreiro”, ressaltou.

A Procissão dos Orixás foi promovida pela Federação de Umbanda do Estado do Maranhão com apoio da Prefeitura de São Luís e integrou as atividades de comemoração do aniversário da cidade.

FESTIVAL DE FOLCLORE

As comemorações dos 402 anos de São Luís prosseguem até o dia 14 de setembro, com a realização do I Festival Internacional do Folclore, com apresentações culturais na Praça Maria Aragão e no Teatro da Cidade, sempre às 19h, e a presença de grupos da Argentina, Estônia, Colômbia, Índia, Pernambuco, Ceará, Pará e Maranhão.

Festival Internacional de Folclore começa nesta terça-feira (9)


Dança folclórica do Chile. Foto: divulgação.

Dança folclórica do Chile. Foto: divulgação.

A programação festiva elaborada pela Prefeitura de São Luís, em homenagem ao aniversário de 402 anos de fundação da cidade, tem continuidade nesta terça-feira (9) com o 1º Festival Internacional de Folclore do Maranhão (Festfolcma-2014), que será realizado até o dia 14 deste mês. O evento é desenvolvido pela Secção Maranhense do Comitê Internacional de Organização de Festivais de Folclore (CIOFF) e conta com o apoio da Prefeitura.

O evento reforça o compromisso do prefeito Edivaldo em apresentar São Luís para o mundo e tornar a cidade internacionalmente conhecida por suas tradições culturais, através de ações que promovam o intercâmbio cultural com cidades de outras nações. “O intercâmbio engrandece e fortalece nossas manifestações culturais, porque dá visibilidade e oportuniza que outros povos conheçam nossas tradições”, frisou o prefeito.

A cerimônia de abertura do Festfolcma-2014 ocorre nesta terça-feira (9), na Praça Maria Aragão, com apresentações dos grupos folclóricos internacionais Esencias de Mi Terra, do Chile; Bochica, da Colômbia; Leigarid, da Estônia; Instituto Escenico, da Argentina; Raízes Nordestinas, do Ceará; Frutos da Terra, do Pará; e Grupo Pernambuco.

Todos os grupos internacionais se apresentarão na Praça Maria Aragão durante os demais dias do Festival e em cada noite o encerramento será feito com apresentações de grupos locais. Entre eles está a batida contagiante das matracas dos bois de Maracanã, Pindoba e Maioba; os ritmos eletrizantes da orquestra dos bois de Nina Rodrigues, Morros, Pirilampo, Axixá, Brilho da Ilha, Novilho Branco, Encantos do Olho D’ Água e grupos de bumba-bois representantes de outros sotaques como o Boi de Leonardo (zabumba) e Santa Fé (Baixada).

O festival terá ainda a cadência dos blocos tradicionais Os Foliões e Os Feras, além de apresentações do Tambor de Leonardo e Baile de Caixas. Como parte da programação, também serão realizados workshops com os alunos da rede pública estadual e municipal de ensino da capital; cortejo da Praça Deodoro à Praia Grande; caminhada na Avenida Litorânea; encontro com produtores culturais do estado e com grupos internacionais e nacionais; baile das nações; entre outros eventos.

Segundo o coordenador executivo do Festival, Armando Nobre, o apoio da Prefeitura foi de fundamental importância para a realização do evento, que passará a fazer parte do calendário anual alusivo às celebrações de aniversário da capital maranhense. Ele lembra que o evento compreende a salvaguarda da cultura tradicional e popular da cidade, contribuindo para a conservação e a promoção das artes imateriais

“O Festival Internacional de Folclore do Maranhão tem um papel importante no fortalecimento da economia e da cultura da cidade, especialmente nas ações planejadas de articulação com os agentes econômicos e criativos. Favorece o desenvolvimento socioeconômico, cultural e turístico, ampliando o potencial da cidade nesses setores”, afirmou Armando Nobre.

Acesse no link abaixo a programação completa do festival.